#BlackOutTuesday

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#BlackOutTuesday

George Floyd – você deve ter visto esse nome em notícias nas últimas semanas. George foi um estadunidense negro, assassinado de maneira brutal por um policial branco em 25 de maio. Sua morte foi a gota final em um copo cheio de lágrimas e sangue que muitos afro-americanos, já não podiam mais suportar.

George foi o estopim que desencadeou centenas de manifestações que estão ocorrendo atualmente nos Estados Unidos e no mundo, inclusive com atos marcados aqui no Brasil.

Mas por que as pessoas se revoltaram tanto?

Resumindo uma história muito longa, os Estados Unidos é um país extremamente racista, tal como o Brasil e possui muitas formas ‘passivas’ de submeter negros as suas vontades. Nos últimos dois anos, no entanto, houve um aumento nos óbitos de negros através das mãos da polícia, por motivos insustentáveis e por vezes, sem motivo algum.

Coisas que seriam ignoradas se fossem feitas por brancos, são suficientes para que um negro seja destratado, preso, morto…

Com o atual cenário do covid-19, a taxa de contaminação entre os negros é muito maior, o motivo? Medo de usar a máscara e serem automaticamente associados a bandidos, como se sua cor fosse um certificado de criminalidade.

A morte de George foi um ato de crueldade a uma raça já tão ferida por anos de escravidão, desumanização e desvalorização.

No dia 18 de maio o menino João Pedro Mattos, foi assassinado aqui no Brasil, durante uma operação militar nas favelas.  O menino estava junto de seus primos, se auto isolando do corona vírus, quando a polícia entrou atirando, posteriormente levando o menino ferido ao hospital de helicóptero, sem a companhia dos pais que ficaram dias sem saber do jovem, que não foi registrado em nenhum hospital, para vir a encontra-lo no IML.

Após a Morte de João Pedro, muitos se mobilizaram e conseguiram que as operações fossem suspensas em favelas durante a pandemia.

Mas isso não basta.

Uma raça arrancada de seu país a força, para servir contra sua vontade, tendo como pagamento tortura, sendo subjugada há séculos, está oficialmente cansada. As revoltas e manifestações são reflexo disso, como disse James Baldwin  – “ser negro e ser relativamente consciente na América, é estar em constante estado de raiva”.

A Blessed está se posicionando contra o racismo, como forma de respeito não só aos nossos funcionários negros (por exemplo, eu que vos escrevo), mas como forma de respeito e reconhecimento a todas as pessoas negras que lutam por suas vidas e sua dignidade todos os dias.

Além de ser contra o racismo a Blessed também é antirracista e apoia o #blackouttuesday como forma de silenciar nosso privilégio e dar voz a quem precisa ser ouvido no momento, por isso nossas redes sociais se silenciaram nessa terça feira, como forma de solidariedade.

Para dar espaço ao movimento #VidasNegrasImportam estamos trazendo alguns conteúdos educativos para que todos possam aprender mais sobre as manifestações, a importância de se posicionar, de ouvir pessoas negras e dar espaço para quem tem lugar de fala nessa luta.

Antes uma breve explicação sobre o termo ‘Vidas Negras Importam’, esse termo não está dizendo que nenhuma forma de vida além da negra importa e sim tentando trazer a consciência de que a vida negra também importa e por isso merece ser tratada com dignidade, que é justamente o que não vem acontecendo na sociedade.

Dito isso, vamos ao conteúdo educativo.

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Desde o dia 6 de maio de 2020, Michelle Obama estreou na Netflix o documentário “Minha
História” sobre a turnê de seu livro. Em seu documentário, Michelle aborda
substancialmente as questões raciais no espaço social – na política, no campo acadêmico,
na classe social e no gênero. Afinal, ser uma mulher negra, atual figura pública, primeira
dama afro-descendente, advogada (ex estudante de Princeton e Harvard) e mãe, não é
para qualquer um. Aliás, “Quanto mais alto chegarmos, mas temos que aumentar nosso
nível.”, já dizia ela em seu documentário.
Dentre os temas abordados durante essas 1 hora e 29 minutos, é enfatizado o fato de nós
mulheres sermos imponentes não por estarmos em cargos ou sermos uma Michelle Obama,
mas pela resiliência e história pessoal que dribla todos os dias a invisibilidade social.
Sobretudo, ser negro sempre foi um fator limitante e a história mundial nos mostra isso;
Hoje as consequências vivenciadas estão na falta de negros em todo o espaço que não
seja no operariado ou na grande percentagem de pretos na criminalidade, vivendo à
margem.
À medida que, tem negros saindo da estatística e entrando no espaço público e político,
criando políticas públicas para negros ou que uma família negra pisa numa casa branca,
existe um ápice na grande luta pós colonial. Similarmente, ao se tratar de mulheres negras que sempre estiveram na base da pirâmide social e que são diariamente impedidas de
atingirem altos postos, diariamente massacradas por toda pressão social, por um racismo
estrutural e institucional que as invisibiliza. Haja vista que, mulheres como Michelle, seguras
de si e de seu discurso são vítimas de uma mídia sensacionalista e que reforça estereótipos
sobre negros e uma pseudo-animalidade, mulheres e a histeria e mulheres negras serem
agressivas, tudo isso por não serem mais uma estatística. Porque pretos estudando, pretos
políticos, pretos ricos, pretos influentes e conquistando os mesmos espaços que lhes foi
negado, incomoda. (Continua nos comentários)

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O perfil Ativismo Negro fala sobre o movimento como um todo, suas origens, sugere livros, fala de pessoas negras de destaque dentro do movimento e muito mais. O Levi Kaique Ferreira, engenheiro civil, palestrante, diretor, colunista e apresentador negro, que vem criando muito conteúdo informático a cerca da comunidade negra em seu perfil. Falando de Racismo fala diretamente para as pessoas brancas que querem aprender mais sobre o assunto de uma maneira clara e fácil. Djamila Ribeiro filósofa, feminista negra, escritora e acadêmica brasileira, sendo atualmente colunista da revista Elle e da Folha de São paulo, fonte de informação segura sobre racismo e militâncias.

Para quem gosta de filmes e séries, indicamos (para assistir, basta clicar no título do filme/série):

Essa seleção de filmes e séries abordam o tema de todas as formas, desde as mais difíceis de digerir, até as comédias, ideal para todos os públicos e gostos.

 

Canais do Youtube, Ted Talks e Podcasts (para acessar basta clicar no título do canal):

E por fim, indicação literária:

Disponibilizamos aqui um compilado de informações em todas as formas de mídia, para que todos tenham acesso a informação, mas desconstruir o racismo é um trabalho continuo e diário, por isso continue estudando sempre, só assim alcançaremos a mudança que tanto desejamos.

“Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra” – Bob Marley.

2020-06-02T21:21:31+00:00

5 Comments

  1. ANNA C ESPOSITO 02/06/2020 em 8:27 pm - Responder

    Arrasou no texto Alyne! Fiquei arrepiada 😀

  2. ANNA C ESPOSITO 02/06/2020 em 8:29 pm - Responder

    O filme Amistad também é muito bom, recomendo: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-16168/

  3. Giovanna Furini 02/06/2020 em 9:35 pm - Responder

    Uowww! Arrasou 💕

  4. Ale 02/06/2020 em 10:45 pm - Responder

    Arrasou ❤️ Amei amei o conteúdo e as dicas!

    Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra” – Bob Marley.

    Mensagem passada com sucesso!!

  5. Sandra H Bsaibes 03/06/2020 em 9:25 pm - Responder

    Parabens pelos comentarios ,

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